O setor de turismo foi um dos mais afetados devido à pandemia. Com a quarentena uma série de atividades relacionadas ao turismo foram suspensas: a começar pelas viagens a outros países. 

Além disso,  fazer compras, visitar bares e restaurantes ou ficar em aglomerações em museus e pontos turísticos também deixaram de ser opções.  Diante disso, o que fazer?

Enquanto lojas e cursos encontraram na internet uma forma de expor e vender seus produtos e transmitir informações, o mesmo seria possível para o setor de turismo? Uma visita virtual teria o mesmo potencial de atrair visitantes que uma real? 

O case das Ilhas Faroe nos mostra que, com criatividade, bom humor e ideias espetaculares, é possível, sim, incentivar uma forma diferente e divertida de turismo. Quer conhecer a ideia de “turismo remoto” das Ilhas Faroe? Vem com a gente! 

Ilhas Faroe e o turismo remoto

As Ilhas Faroe são um arquipélago, território da Dinamarca, composto por cerca de 18 ilhas maiores e diversas outras menores, localizadas entre a Escócia e a Islândia. O turismo é muito importante para a economia das ilhas que, assim como todos, foi fortemente afetada pela pandemia. 

Diante desse cenário, as autoridades de turismo do local criaram a ideia de “Turismo Remoto”. A ideia é que qualquer pessoa em qualquer lugar do mundo pudesse ter a experiência de vivenciar a vida nas ilhas pelo olhar de um morador local. 

Criatividade para driblar a crise

Em um vídeo criativo e bem humorado, a diretora do Visit Faroe Island afirma que a quarentena deixou todos na ilha com muito tempo livre para criar. Assim, tiveram a ideia do Turismo Remoto. 

Não se trata apenas de mostrar imagens do local via internet. Na verdade, diversos moradores das ilhas foram equipados com capacetes acoplados a câmeras, que enviam, em tempo real as imagens para os turistas com uma visão em primeira pessoa, como se eles estivessem lá. 

Mas a criatividade levou a ideia a outro patamar: foi feito um aplicativo por meio do qual os turistas poderia controlar o guia local, como uma espécie de joystick de videogame. 

De acordo com o vídeo de apresentação: se o turista apertar para frente no controle, o guia anda para frente, se apertar para trás, o guia anda para trás e existe até um botão para que o guia pule. 

Cada passeio começa em um lugar diferente, e é possível acompanhar a visão do guia em uma cavalgada, navegando e até mesmo a bordo de um helicóptero. O melhor: para divulgar a ação, os passeios foram gratuitos para pessoas de qualquer lugar do mundo. 

Além disso, as aventuras ficaram registradas nas redes sociais da organização para que outras pessoas possam acompanhar a qualquer momento.  

Assista ao vídeo do projeto:

Resultados

Os passeios virtuais aconteceram uma ou duas vezes ao dia, durante cerca de duas semanas, até 25 de abril. De acordo com a Visit Faroe Island, quase 1 milhão de pessoas participaram da experiência, gerando curiosidade e encantamento em diversos potenciais turistas. 

No momento, o turismo presencial nas ilhas está permitido para a maior parte de pessoas vindas da Europa e alguns outros países e a divulgação do local por meio dessa ação criativa e divertida certamente irá atrair novos visitantes. 

Vale a pena assistir ao vídeo com os melhores momentos da experiência e pensar em como soluções criativas podem servir a diferentes áreas, principalmente em momentos de crise. Fica também o aprendizado de que experiências e histórias nos marcam, sejam elas reais ou virtuais. 

Gostou do case?

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