Em um artigo anterior, explicamos que a cultura organizacional é um conjunto de hábitos e crenças que são estabelecidos por normas da empresa, pelos valores, atitudes e expectativas compartilhados por todos os membros. Agora, vamos abordar com mais profundidade os principais tipos de cultura organizacional. Vem com a gente! 

Os diversos tipos de cultura

Diferentes autores classificam a cultura organizacional em diferentes tipos.  De maneira mais ampla, a cultura organizacional de uma empresa pode ser forte ou fraca, adaptativa ou conservadora.

A cultura forte é a que já está amplamente compartilhada por todos os membros. Já a cultura fraca ainda não está tão enraizada e há divergências entre os membros sobre valores e objetivos. 

Uma cultura forte pode permanecer mesmo que os colaboradores não estejam sempre fisicamente juntos. A cultura forte ajuda a manter os membros integrados mesmo em tempos de home office, por exemplo. 

Na cultura adaptativa, a organização tem hábitos e valores que facilitam a adaptação à mudanças, enquanto nas culturas conservadoras há mais apego pela maneira atual de pensar e realizar as tarefas. 

Cultura do poder, dos papéis, das tarefas e das pessoas

Além desses tipos, há autores que propõem a classificação da cultura organizacional baseada em quatro aspectos: o poder, os papéis, as tarefas e as pessoas. 

Na cultura do poder, normalmente encontrada em empresas pequenas, a organização depende de uma fonte central de poder. Existem poucas regras e o controle é centralizado. Há mais confiança em indivíduos isolados do que em comitês. em geral, a empresa se torna um reflexo daqueles que detêm o poder.     

A cultura dos papéis aparece em empresas mais burocráticas. Cada área ajuda a sustentar a organização, com funções bem definidas.  O papel desempenhado e o trabalho é mais importante do que o individual. Nessas empresas, o foco é no trabalho padronizado e especializado. Apesar de serem produtivas em ambientes estáveis, empresas com esse tipo de cultura podem ter dificuldade de passar por turbulências e mudanças. 

Já a cultura de tarefa foca em projetos e trabalhos específicos. Apesar de haver influência do poder pessoal e da posição hierárquica, o peso maior está nos especialistas em cada tarefa. O trabalho de equipe é valorizado para que o grupo fique unido e aumente sua eficiência. 

Por fim, a cultura de pessoas é voltada aos indivíduos. Há atenção em conciliar objetivos da organização e objetivos pessoais. Os especialistas exercem poder quando necessário e há menos controle e hierarquia. Culturas desse tipo são mais raras. 

A cultura da iniciativa, da missão, de clã e da burocracia

Existem ainda autores que classificam a cultura sob outro olhar. Para esses autores, a cultura organizacional pode apresentar os seguintes tipos:Cultura da adaptabilidade ou iniciativa: valoriza o ambiente externo e a flexibilidade para atender as necessidades dos clientes. Preocupa-se com a criatividade, inovação e os riscos. Empresas de Marketing, produtos eletrônicos e cosméticos costumam ter esse tipo de cultura.

Cultura de missão ou aquisição: valoriza a estabilidade e foca nos clientes externos. Apresenta visão clara dos objetivos e metas, oferecendo premiações pelo alcance dessas metas. Há elevada competitividade e orientação aos lucros.

Cultura de clã: tem foco interno e participação dos colaboradores, levando em conta a necessidade de se adaptar a mudanças rápidas no ambiente externo. São mais flexíveis e apostam que o desenvolvimento dos colaboradores é um caminho para o alto desempenho.  Essas organizações acreditam que o envolvimento das pessoas aumenta a responsabilidade e o comprometimento.

Cultura Burocrática: possui foco interno e na estabilidade. Nesse tipo, há foco na racionalidade, eficiência e cumprimento de políticas e metas. É preciso tomar cuidado para que esse tipo de cultura não torne o ambiente excessivamente controlador e opressor. 

Conclusão

Como vimos, existem diversos tipos de cultura organizacional e o importante é que ela esteja alinhada aos objetivos do seu negócio. Uma cultura forte proporciona melhores resultados para toda a organização, pois minimiza problemas de comunicação, relacionamento e processos. 

Além disso, criar culturas fortes e que valorizem o relacionamento entre as pessoas pode fazer com que equipes permaneçam unidas e produtivas mesmo durante eventos adversos, como o isolamento social.

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