A queridíssima Joicy Britts, mestra em arquitetura de crenças da @m.euproximopasso, embarcou no Carrossel do Cirilo para dar uma aula sobre como despertar a singularidade.

Na cultura chinesa, existe a prática de pegar fragmentos de vasos de porcelana quebrados e criar um novo vaso a partir desses pedaços imperfeitos. As partes quebradas, que nada valeriam, passam a valer muito dinheiro a partir do novo vaso criado com essa arte.

Nesse sentido, os chineses passaram a aplicar a mesma filosofia na vida: dar valor às nossas imperfeições, remendar nossas dores e cicatrizes e fazer com que isso brilhe. A singularidade é transformar a si próprio a partir das suas experiências com o imperfeito, tornando-se uma pessoa que tem muito valor.

A partir daí, a pessoa deixará uma marca de quem ela é na vida e no espaço onde ela vive, independentemente de ela se enxergar como alguém grandioso ou não e transforma o seu ambiente.

A ESCOLHA PELO EXTRAORDINÁRIO

Todas as pessoas nascem com a semenete da singularidade, mas as pessoas que atingem a singularidade escolhem não viver o ordinário (comum). Portanto, elas escolhem o extraordinário, que é estar acima do comum.

Joicy explica que o ser singular é justamente o oposto do egocêntrico. Ele entende tanto suas imperfeições que adota esse olhar como filosofia de conduta a ser compartilhada com as outras pessoas.

Outra característica dos singulares é que eles não são conformados com o ordinário. Isso não quer dizer que tenha que quebrar regras. Só se consegue fazer uma nova regra quando se domina a anterior e, a partir daí, elevá-la para uma nova regra.

A busca pela congruência é outra forma marcante da singularidade (agir conforme você diz que age). Já rotular a vida e as pessoas é um ato de anti singularidade. Os inflexíveis também não são singulares, pois se quebram muito fácil (por dentro e por fora).

O singular tem flexibilidade de pensamento, diálogo e muitas outras coisas que são importantes. O inflexível acaba por se privar do que é extraordinário, porque só enxerga o conforto do que é comum para ele viver.

RESPONSABILIDADE

A responsabilidade é a capacidade de responder por aquilo que te pertence. Quem é singular, quando identifica que não tem habilidade para responder o que lhe pertence, tem duas opções: ou desenvolve essa responsabilidade ou cria alianças estratégicas com alguém que tenha, mas jamais será irresponsável.

Para Joicy, assumir que você não é capaz de responder por alguma coisa em algum momento da vida é o mais alto grau de responsabilidade.

O DESPERTAR DA SINGULARIDADE

Um dos pontos do despertar da singularidade é você perceber que não cabe mais no lugar comum: a sensação de não pertencer a lugar nenhum ou se sentir um alienígena. Nesse momento começa a percepção de que você é extraordinário. Porém, esse entendimento chega com responsabilidade e não com a vaidade de querer ter todos os louros.

DICA DE LEITURA:

Pequeno tratado das grandes virtudes