É hora de falar sobre Planejamento Financeiro Pessoal (educação e inteligência financeira) com o financial planner Wesley Aragão. Embarque no Carrossel do Cirilo e vem com a gente!

A inteligência financeira consiste em entender o próprio perfil e o que fazemos com nosso dinheiro, a partir daí, ter mais responsabilidade sobre as próprias finanças. O financial planner educa financeiramente as pessoas respeitando o perfil de cada uma.

É importante entender e respeitar o próprio perfil financeiro: conservador, moderado ou agressivo. Segundo o convidado, nossa relação com o dinheiro é muito influenciada por nossas crenças e conceitos que trazemos do relacionamento com nossos pais.

Wesley afirma que o dinheiro, ou a falta dele, apenas irá potencializar aquilo que nós já somos. É preciso assumir o risco pelas próprias decisões e não confiar ou transferir a responsabilidade para gurus ou terceiros.

RAZÃO X EMOÇÃO

As questões financeiras e operações de compra e venda envolvem muito mais o aspecto emocional do que o racional. Às vezes pensamos que a educação financeira se resume a aprender a fazer contas e planilhas, mas não é apenas isso. É preciso levar em consideração o aspecto emocional também.

ENTENDENDO EDUCAÇÃO FINANCEIRA

Uma das bases da educação financeira é a sustentabilidade, o que Wesley chama de “colchão financeiro” ou reserva de emergência. Além disso, é preciso definir quais objetivos você deseja alcançar com o seu dinheiro.

O primeiro passo é se entender financeiramente e identificar as crenças que motivam você.Em seguida, busque entender sua própria realidade: quanto você ganha? E quanto você poupa daquilo que você ganha?

O convidado sugere que sejam reservadas cotas de 10 a 30% (dependendo do quanto você puder suportar) do valor total recebido no mês para destinar a categorias como “reserva de independência financeira” , “reserva de emergência” “reserva de oportunidade”.

Nesse exemplo, uma pessoa reservaria 10% dos ganhos para cada uma dessas três categorias, comprometendo 30% do orçamento. A maioria das pessoas irá perceber que o que ganham não suporta esse tipo de planejamento, portanto surge a necessidade e a motivação para tentar ganhar mais.

Seguindo essa prática, você conseguiria viver com 70% do que ganha? Isso exige um estilo de vida mais simples, mais qualidade na escolha do que será consumido, menos compras de impulso, etc.

Será preciso mais inteligência em diversas outras áreas. O mais comum, é que quando as pessoas ganham mais, elas passam a querer gastar mais, e isso é uma questão cultural que precisa ser melhor avaliada.

Além disso, separe também uma porcentagem menor (cerca de 5%) para investir em educação contínua: livros, cursos e outras formas de aprendizagem.

DRIBLANDO O IMPULSO

Algumas dicas para não cair na armadilha das compras de impulso:

  • Leve uma lista quando for ao mercado, assim você só compra o que realmente estiver precisando
  • Vá ao shopping com objetivo em mente do que você irá comprar