Joyce Britts embarca novamente no Carrossel do Cirilo para mais um excelente papo sobre ser singular.

Ser singular tem estreita relação com o compromisso. O singular assume o compromisso de dialogar e ser um construtor de linguagem. Quando decidimos ser singulares, assumimos um compromisso de saúde no relacionamento entre nós e o ambiente que nos cerca e entre nós e nós mesmos.

O singular é construtor de linguagem e detentor de diálogo. No diálogo, as duas pessoas não estão hierarquizadas: ninguém é melhor do que ninguém, mas não necessariamente precisam concordar.

O QUE VOCÊ CARREGA NA SUA “MOCHILA DA VIDA”

Joyce trabalha com a metáfora da mochila da vida. Tão logo nascemos, somos vinculados a uma “mochila” que iremos preencher com as nossas crenças. Essas crenças são absorvidas a partir de quem nos cria, das nossas experiências, do trabalho, dos relacionamentos, etc.

Em determinado momento de vida, vamos descartar algumas dessas crenças que já não fazem sentido. O ser singular é preparado para olhar sua própria mochila e se desfazer do que não serve.

Isso não quer dizer que o essencial são somente coisas boas. Existem alguns defeitos e crenças que parecem ruins mas são pilares estruturais da vida. É sobre o valor do imperfeito. Algumas crenças sobre o medo, por exemplo, algumas partes do medo precisam estar presentes para se tornar prudência.

O indivíduo é outra característica do singular. Ele é indivisível, portanto não pode oferecer partes do seu ser. Ou ele se doa inteiro ou não é singular. No momento em que você percebe que não é mais capaz de se dividir porque isso sufoca, descobre que é a hora de tirar coisas da sua mochila.

Importante: a singularidade não tem a ver com posição social, tem a ver com o quanto você deixa a sua marca e espalha o seu brilho de transformação na vida das pessoas. Isso acontece mesmo sem que você fale nada, só pelo fato de estar em um ambiente já pode ser transformador.

PENSAMENTO LIVRE E CONDUTA

A oitava característica não deve ser confundida com ser inconsequente. Pensamento livre é estar liberto de convenções para analisar o mundo, o ambiente, as pessoas e os sentimentos. O nosso pensamento comanda o que a gente sente e a soma disso influencia como nos comportamos.

Ser detentor da própria conduta é a nona característica. O singular pode seguir regras e leis, mas quando percebe que sua conduta pode afastá-lo do seu propósito, ele reconduz sua própria conduta.

PROPÓSITO

Propósito não precisa ser algo grandioso, como descobrir a cura de todas as doenças e revolucionar o mundo. O propósito de uma mãe, por exemplo, pode ser viver para criar seus filhos preparados para o mundo e educá-los para serem transformadores.

Outra característica que compõe o singular é brilhar e jogar brilho nas pessoas. O singular deixa uma marca no ambiente onde está e nas pessoas. Por fim, o singular aceita a prosperidade financeira e comanda o dinheiro.

O dinheiro oferece a liberdade para definir quem manda em você e o quanto manda, se o trabalho que você faz sufoca você mais ou menos, se políticas públicas influenciam sua vida em maior ou menor grau.

A linha tênue entre ser libertado pelo dinheiro ou ser acorrentado por ele é a diferença entre você comandá-lo ou ele comandar você. Dinheiro não traz felicidade se você for comandado por ele.